Carregando...
› Ferramentas
› Divulgue
![]()
› Autor: ~Asuka
› Categoria: Animes/Fruits Basket
› Gênero: Comédia / Romance e Novela.
› Classificação: Livre
› Adicionado em: 30/07/06
› Comentários/Favoritos 0/0
› Caracteres: 10.724
› Exibições: 383
Aqui vai mais um capítulo xD espero que gostem.
oOoOoOoOoOoOoOoOoOo
- Uma peça? – Shigure estava segurando o jornal em uma mão e comendo com a outra, enquanto escutava Tohru contar sobre o que haviam feito na escola ontem, e porque haviam voltado tão cedo. – E sobre o que será a peça?
- Na verdade eu ainda não li o roteiro, mas creio que como serei a serviçal minhas falas serão curtas.
- Serviçal? – Shigure mostrava uma ponta de desapontamento na voz. – Você devia ser a princesa Tohru, a não ser que tenham colocado o Yuki como princesa...
Shigure mal acabou de dizer isso quando se encontrou beijando o chão da sala.
- O que você estava falando? – Yuki apareceu atrás dele com o pé descansando sobre sua cabeça.
- Nada não Yuki-chan. Agora que tal me deixar acabar o café?
Yuki retirou o pé da cabeça dele e foi se sentar ao lado de Tohru.
- Como eu estava dizendo, Tohru-chan, quando fui bruscamente interrompido. – Yuki olhou friamente para ele. – No roteiro não tem o nome da história que foi baseado? – Shigure tentava esfriar o seu chá enquanto mantinha o jornal entre ele e Yuki, uma vez que os olhares ameaçadores de Yuki não paravam.
- Ahn, deixe-me ver. – Tohru apanhou o roteiro em sua mala e começou a buscar alguma referencia. – Hm.. a, sim. Aqui está, a peça foi baseada numa história que aconteceu há muitos anos aqui na cidade.
- E qual é? – Shigure se inclinou um pouco, assim como Kyo e Yuki que também tentavam ler algo.
- É a história de Ryo Hideaki. – Tohru começou a ler o roteiro. – Um jovem que teve que fazer uma dura escolha antes de seu pai morrer...
Shigure soltou um risinho, e depois falou:
- Conheço essa história, já li ela em um livro. – Sua expressão agora era de malicia. – Você será a serviçal, não?
Tohru confirmou com a cabeça.
- E quem será o príncipe?
- Eu – Yuki respondeu enquanto tentava entender o que se passava na pequena cabeça de Shigure.
Depois que Yuki respondeu Shigure ficou calado, com um sorriso malicioso no rosto.
-----------------------------------
Mayu não demorou muito para chegar na sala do grupo de ensaio após a aula, mas demorou para conseguir reunir todos, que se encontravam espalhados pelos cantos da sala. Hanajima, Kyo, Yuki, Uo-chan, Haru e Tohru estavam jogando pé rapado atrás de algumas caixas de material de montagem de cenas.
Momiji estava brincando com algumas perucas que encontrou atrás de um guarda-roupas, e as meninas do terceiro ano estavam conversando em um canto.
- Posso falar agora? – Disse Mayu com o baralho na mão e um fósforo devidamente aceso na outra.
Todos concordaram, enquanto temiam pelo baralho e por suas horas de diversão jogando pé rapado e outros jogos.
- Muito bem... – A professora parecia mais cansada, e um pouco desiludida também. – Hoje vamos fazer a leitura do roteiro.
Os alunos concordaram com a cabeça.
- Antes quero ressaltar um ponto. Vocês todos são quase adultos já, e acho que não devem se importar em ter uma cena de beijo, sim?
Algumas gotas surgiram, enquanto Yuki rastejava para um canto e Motoko dava um gritinho de satisfação.
- O que é isso? – Mayu estava vendo Yuki se aproximar da porta da sala sorrateiramente, até ser impedido por Minami.
- Tive a impressão que me chamaram...
- Não interessa, estamos no meio de uma reunião importante agora. – Minami arrastou Yuki até onde estavam os demais alunos e então voltou a sentar.
- Está bem assim? – Perguntou Mayu pela ultima vez.
Todos concordaram novamente com a cabeça. Yuki sequer se moveu. Ele teria problemas com isso, uma vez que teria que beijar alguém que não queria, e ainda corria o risco de ser abraçado por ela.
Mayu segurou o roteiro e começou a ler apenas a história:
” Há mais de 100 anos atrás, havia um reino, que era governado pela família Hideaki. Esse reino vivia em perfeita paz, e nem sequer notícias de guerras chegavam até lá.
O Rei, Kichiro, teve dois filhos, um era Ryo o filho mais velho e herdeiro do trono.
Ryo era calmo, e desde criança estava costumado a passar horas brincando pelo castelo com Chiyo e Kenta, ambos filhos de seu Serviçal. E as vezes contava com a presença de seu irmão mais novo Ryuu e de sua prima Akemi.
Ryuu era o filho mais novo, e por isso sempre fora mais largado pelo pai, uma vez que quem assumiria o trono não era ele. Desde criança Ryuu tinha como única companhia sua prima Akemi, e quando era obrigado a ficar perto do irmão logo dava um jeito se sair de perto.
Ryo e Ryuu perderam a mãe muito cedo, e desde então seu pai ficara doente e esperara pelo dia em que poderia reencontra-la, logo o dia de sua morte.
Quando finalmente viu que já não tinha mais esperanças de continuar vivo, devido a problemas respiratórios sérios, Kichiro começou a arrumar o reino para seu filho governar. E exigiu que ele se casasse, antes de sua morte, com a princesa que fora prometida a ele.
Ryo sequer a conhecia, e pediu para o pai que deixasse ele escolher alguém para se casar.
O pai permitiu que o filho escolhesse, contanto que fosse rápido, uma vez que Suzume e sua filha, a princesa Aya, já estavam a caminho. O príncipe concordou e então, foi pedir ajuda para Chiyo, que o aconselhou a forjar um casamento, apenas para se livrar do que estava marcado.
Ryo achou ótimo o plano, e então pediu que Chiyo se casasse com ele, para que ele pudesse ficar livre, e depois casar com quem ele realmente quisesse.
Chiyo concordou, e Kenta, que nutria grande admiração pelo príncipe, cedeu a mão de sua irmã.
E assim, depois de falar com o rei tudo se acertou. Chiyo passou a dormir em um quarto maior e ganhou roupas lindas. E, quanto mais os dias iam se passando, mais próximos Chiyo e Ryo ficavam, e iam descobrindo um sentimento que ia além da amizade infantil que possuíam.
Até que chegou o dia da chegada da Rainha Suzume e de sua filha.
Ryo ficou grato por não ter que casar com ela, uma vez que Aya, por mais bonita que fosse não era uma companhia agradável.
Suzume quando soube do ocorrido, não se conformou, exigiu que Ryo se casasse com sua filha, uma vez que foram prometidos. Mas como o casamento de Ryo e Chiyo já estava marcado, ela não podia fazer nada para separa-los.
Com isso Suzume se conformou, até que um dia, enquanto caminhava pelo reino, escutou rumores de uma bruxa que morava na floresta, e que realizava qualquer desejo. Ela não pensou duas vezes em ir conferir se os rumores eram verdadeiros. E de fato, lá estava a bruxa de que todos falavam, a Feiticeira Shizuka.
Depois de uma longa conversa, e um pagamento adiantado, Shizuka prometeu eliminar Chiyo do caminho da Rainha e de sua filha.
E, nos dias que seguiram, Suzume pode acompanhar de perto, uma doença que estava matando pouco a pouco Chiyo, e que ninguém sabia de onde ela veio. Apenas Suzume, que estava alimentando ela com um preparo de Shizuka.
Aya, que não estava sabendo dos planos de sua mãe, começou a ter uma relação secreta com Ryuu, e então os dois planejaram matar Ryo antes do casamento. Para isso Ryuu precisou contar com a ajuda de sua prima, Akemi, que nutria uma grande paixão por ele.
Os três planejaram tudo, e armaram uma armadilha para o príncipe, que seria colocada em prática na véspera do casamento.
Depois de muitos dias, a tão esperada véspera do casamento chegou. Chiyo sequer conseguia levantar da cama, e Suzume decidiu dar o golpe final, assim como falara a feiticeira. Contratou a famosa guerreira Haruko e lhe deu a tarefa de eliminar Chiyo.
Por infelicidade, Haruko era amiga de Kenta, e ao invés de matar Chiyo, Kenta e Haruko ajudaram Ryo a escapar da armadilha.
Quando isso aconteceu, Akemi descobriu que Ryuu e Aya pretendiam ficar juntos, e então matou o primo e depois se matou.
O Rei descobriu toda a confusão a tempo de salvar Chiyo da morte, não deixando mais Suzume cuidar dela. E então prendeu Suzume e Aya na torre mais alta do castelo para morrerem de fome. Porém isso não era necessário, já que uma noite depois Shizuka viera cobrar a alma de Suzume a Aya, que Suzume havia prometido além do pagamento, e caso não desse certo, as almas iam junto.
Por fim a paz voltou a reinar, o casamento e o enterro de Ryuu ocorreram no mesmo dia. E Kichiro morreu três dias depois.
Após a morte do Rei, Chiyo falou que eles deviam se separar, porém Ryo pediu para ela não fazer isso, e confessou que havia usado ela com desculpa, mas que realmente gostava dela.
E desde então todos viveram felizes para sempre”.
- É essa a história? Que história mais boba... –Kyo foi o primeiro a dar sua opinião assim que Mayu terminou de ler.
-Boba ou não vocês terão que...
A professora não pôde acabar de falar, uma vez que uma aura vermelha começou a cobrir a sala, e Motoko começou a gritar muito alto.
- QUERO MUDAR DE PERSONAGEM! AGORA!
Todos, inclusive Mayu e as amigas de Motoko estavam grudados na parede da sala, tentando ultrapassa-la, por mais que soubessem que era impossível.
- Tooohru eu to com medo... – Momiji choramingava enquanto segurava o braço de Tohru com força.
- Cara, o que deu nela? – Kyo olhava tão assustado quanto os outros para a garota que estava no meio da sala.
- Ah.. Motoko... acalme-se. – Mayu tentou dar alguns passos mas recuou em seguida, uma vez que Motoko a metralhou com o olhar.
E assim eles ficaram por muito tempo, até a professora decidir acabar com aquilo.
- Seguinte. – Começou ela se aproximando de Motoko. – Você escolheu os personagens. Agora agüente.
- Mas eu quero mudar.
- Não vai!
Motoko se isolou em um cantinho e começou a chorar, enquanto suas amigas foram até ela e a consolaram.
Enquanto isso os demais, incluindo Mayu, fizeram uma rodinha e recomeçaram a jogar pé rapado.
- Hana-chan, ainda não entendi uma coisa.
- Fale, Tohru.
- Quem vai se beijar no final das contas? Não vi nenhuma cena assim no roteiro.
- A serviçal e o príncipe.
- A, sim . – Tohru deu uma olhada nas suas cartas, e depois de uns 20 segundos congelou.
- Tohru?
- A serviçal.... e o príncipe?
- Sim, o que tem?
- Eu sou a serviçal.
Agora não era só Tohru, mas Hanajima e Uotani também estavam congeladas, enquanto Yuki apresentava uma expressão de alívio, por saber que não teria que fazer aquela cena com Motoko.
oOoOoOoOoOoO
Continua o/
[16/07/06] Inscrição
[18/07/06] Personagens
[30/07/06] A história
[05/09/06] Figurino
[11/10/07] [Sakura Card Captors] Reminiscências: Memórias de um quase Anjo....
[29/04/07] [Sakura Card Captors] Reminiscências: Memórias de um quase Anjo....
[09/02/07] [Sakura Card Captors] Reminiscências: Memórias de um quase Anjo....
[03/02/07] [Fruits Basket] Uma festa para Tohru - Oneshot
[02/02/07] [Sakura Card Captors] Reminiscências: Memórias de um quase Anjo....
[03/11/06] [Ouran High School Host Club] A Invasora - Seja Bem-vinda, Senho...
[05/09/06] [Fruits Basket] A Peça de Teatro - Figurino
[30/07/06] [Fruits Basket] Um Feriado na Casa de Campo - Revelando Relações
