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› Autor: ~Alazif
› Gênero: Romance e Novela. / Shoujo (Romântico)
› Classificação: Livre
› Adicionado em: 24/07/06
› Comentários/Favoritos 5/3
› Caracteres: 7.203
› Exibições: 382
-E agora Kai o que vais fazer?
Kai bateu com as mãos na parede no mesmo sítio onde estava o cartaz. Pouco a pouco encostou a cabeça a ela. Fechou os olhos desejando de bater com a cabeça em vês das mãos para apagar tudo o que estava a sentir.
-Não percebo!
Rioco levantou-se dirigindo-se a ele tocando no ombro.
-Tem calma! Tudo se vai resolver.
Kai afastou-se de Rioco o mais possível, tirando a mão dela do seu ombro. Ela ficou um pouco mal por isso, tocando na mão sentindo ainda o seu corpo.
-Nada vai se resolver senão fizer nada!
Kai olhou para ela com uma expressão que metia medo, não muito assustadora mas determinante. Foi apenas por um instante, virando a cara logo a seguir. Rioco aproximou-se de novo dele, tentando tocar-lhe outra vez no ombro mas não conseguiu, voltou a por a mão no sítio.
-Seja lá o que for estou contigo em tudo.
Kai queria olhar para ela mas não conseguiu, deu um sorriso que era a única coisa que ainda podia fazer.
-Não precisas de te preocupar comigo! Estou bem.
Kai ia dar um passo á frente para desaparecer daquela rua.
-Espera Kai!
Kai parou ficando imobilizado.
-Sim…!
-É melhor ficares! E se aparecem os guardas de novo? Conheço um sítio onde podes ficar.
-Já disse para não te preocupares comigo. Vivo sozinho á muito tempo.
Kai voltou a por um pé á frente.
-Isso deve de ser triste!
Kai voltou a parar, mas desta vez olhou para o rosto de Rioco. Estava virado para baixou muito triste. Kai sentiu uma coisa na barriga ao ver aquela carinha triste. Aproximou-se dela levantando o seu rosto com as mãos. Ficaram assim frente a frente, olhos nos olhos. Kai sentia aquela coisa na barriga ficar cada vez mais forte. As suas mãos sujas seguravam uma cara linda. Rioco aproximava o seu rosto ao dele, mas ele tentava mas não conseguia. Rioco estava cada vez mais perto e ele cada vez mais longe. Fechou os olhos tentando não ver mas mesmo assim, para ele era difícil. Agora os dois estavam muito próximos um do outro. Kai voltou a abrir os olhos vendo os de Rioco fechados. Acariciou o seu rosto mais uma vez largando-a por fim. Ela ficou sem perceber nada quando Kai começou a se afastar.
-Que foi? perguntou perturbada.
-Nada. Só acho que devo de ir embora.
-Não vás! Por favor vem comigo!
Kai não tinha outro remédio do que ir com ela, pois se sai e ande sozinho corre o risco de ser apanhado. Não é que tivesse medo, é que tem de arranjar uma solução para isso tudo.
-Está bem! Vou mas não penses que estou a fugir!
-Claro.
Rioco agarrou na mão dele começando a correr.
-Hei…Hei…tem calma!
Rioco corria com um sorriso nos lábios, e Kai não deixou de também sorrir.
Entretanto na prisão.
-Seus idiotas não conseguiram agarra-lo! gritou a mulher
-Ele é muito forte!
-É apenas um garoto com manias de superior.
-O Kai não e isso não! disse Tyson que ouvia a conversa.
-E tu que sabes?
-Já se esqueceu que sou amigo dele.
-Pois outro que tem…MANIAS DE SUPERIOR!
Tyson mordeu os lábios tentando não atacar o pescoço da mulher.
-Você ainda vai engolir o que diz.
-Não me parece! Não dou ouvidos a prisioneiros. Olhou para os guardas. – Toca a andar para apanha-lo.
Tyson a viu sair cheio de raiva pensando também que finalmente tinham encontrado o Kai. Sentou-se dizendo que ainda havia esperança.
Kai e Rioco encontravam-se agora numa zona um bocado estranha. A estrada estava cheia de mato. Kai não sabia onde é que ela o levava.
-Para onde me levas?
-Para a minha humilde casa.
Kai observou o local pensando mesmo que devia ser uma humilde casa.
-É pequena mas serve.
Por fim depois de tanto andar, chegaram a uma pequena casinha que estava coberta de mato ao fim de um túnel de ervas.
-É esta! disse apontando muito contente
Kai sacudiu a erva que tinha nas calças um pouco aborrecido. Entraram e Kai viu uma casa muito suja.
-Tens a certeza que moras aqui?
-Bem esta não é a minha casa. È apenas um sítio onde venho pintar.
-Então onde é a tua casa? Kai sentiu curiosidade de o saber
Rioco ficou triste de repente.
-Não tenho casa, nem família.
Kai sentiu um pouco de culpa por perguntar.
-Desculpa! disse baixando a cabeça
Rioco aproximou-se dele tocando no seu rosto.
-Não peças desculpa! Não sabias!
Kai viu um olhar diferente nela. Talvez fosse os seus olhos claros serem tão belos.
-Rioco já te disseram que…!
-Que o quê? Aproximou-se cada vez mais.
-Que…que…!
Voltaram a ficar juntos de novo.
-Diz lá!
-Que…!
Kai estava demasiado nervoso e sentia-se estranho por aquele sentimento que dia após dia tomava controle de si. Estavam a ficar cada vez mais perto, sentindo a respiração um do outro mas…
-Não posso!
-Que foi?
Kai afastou-se e disse:
-Já te tinha dito que não gosto que me toquem. E além do mais, não estou aqui para fazer um piquenique.
-Kai tens família? perguntou ignorando o que ele lhe tinha dito
-Isso não te diz respeito!
-Porquê que és assim tão frio?
-Pára de fazer perguntas!
Kai olhou para ela e viu o seu olhar ansioso de o saber.
-E tu! Porque te preocupas assim tanto?
Rioco baixou o rosto.
-Também sempre vivi sozinha. Para mim nunca foi fácil.
-Eu também.
Rioco ficou admirada pelo Kai abrir o seu coração mesmo sendo apenas por um bocadinho.
-Vives só á muito tempo?
-Desde pequeno!
Kai olhava a janela da casa que tinha um pedaço do vidro partido. A janela transmitia uma paisagens muito bonita vendo a cidade ao longe. Deixou o seu pensamento vaguear na atmosfera lembrando o passado. Sem saber como, Rioco já estava ao seu lado tocando no seu ombro. Kai olhou para a sua mão sentido de novo o nervosismo que não sabia o que era.
-Compreendo!
Agora ela tocava no seu cabelo olhando-o nos olhos. Kai ficou parado a olhar sem saber o que fazer. Aproximou a mão de novo ao seu rosto não conseguindo conter o que estava a sentir. Desta vez era ele que se aproximava dela, e ela apenas fechou os olhos. Kai sentiu o ar entrar pela janela passando no seu rosto. Agora sentia algo diferente sentindo coragem em aproximar-se, aos poucos, começou a ficar cada vez mais junto a ela. Nesse momento, Rioco cai nos seus braços.
-Que se passa? perguntou confuso.
Rioco tinha adormecido no seu colo, estava muito cansada. Kai sorriu ao vê-la dormir.
Pegou-a ao colo deitando num sofá que se encontrava na sala. Observou-a por mais um bocado, olhando depois de novo para a janela.
-Não posso ficar aqui! disse abandonando a sala muito devagar e por fim a casa. Antes de a deixar completamente, observou-a por mais um pouco voltando a correr em direcção á cidade.
-Não posso ficar! Tenho coisas a resolver.
Continua…
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[04/07/06] O roubo
[06/07/06] O reencontro
[16/07/06] A folha
[20/07/06] A acusação
[22/07/06] Tyson na prisão
[23/07/06] Kai de volta
[24/07/06] Foi apenas um momento
[26/07/06] O fogo
[30/07/06] A mentira parte I
[11/08/06] A mentira parte II
[15/08/06] O passado de Kai
[21/08/06] A confissão
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