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› Autor: ~neyki
› Gênero: Ficção e Fantasia / Misticismo / Mistério
› Classificação: Livre
› Adicionado em: 04/01/07
› Comentários/Favoritos 2/3
› Caracteres: 6.382
› Exibições: 159
Naquela noite Hihu não foi para casa de Ain e ela não teve vontade de pedir a ele que fosse, não trocaram uma palavra sequer pelo caminho, e ela não queria ver ninguém.
Nezuni e Mioko haviam ligado mais ela não atendeu e nem retornou aos vários recados deixados durante o dia. Por sorte sua mãe teve de viajar às pressas na noite anterior para ajudar uma tia doente, o que a poupou de dar explicações.
Foi direto para o banho, não conseguia pensar em como agir, em como confiar em seu coração, e se ela se deixasse levar pela amizade e carinho que tinha por Nezuni e Mioko ou pela simpatia de Shugiru? Nada garantia que os três eram os tais aliados, e os amigos de Hihu ou as outras pessoas com as quais conviviam?
Deixou seu corpo cair na cama, sentia-o pesado nunca em sua vida sentira tanto medo de errar, jamais tivera tamanha responsabilidade em suas mãos. Sentiu um aperto no peito e a ansiedade a consumir, pensou em Hihu em como gostaria que ele estivesse com ela, se sentia tão segura ao seu lado não é a toa que até em outras vidas foram irmãos, mais não queria perturbá-lo. Sentiu que lágrimas lhe vinham aos olhos e não conseguiu conter o choro que após algum tempo a embalou no sono.
Hihu tomou banho e saiu para se encontrar com seus amigos apesar de não terem combinado nada sempre se reuniam nos mesmos lugares nos fins de semana não seria difícil achá-los, precisava esfriar a cabeça, porém seus pensamentos, anseios e preocupações não o deixavam em paz. Tentou se distrair mais sentia que Ain precisava dele porém não se sentia em condição de ajudar nem a si mesmo, como chegar diante dela expressando tanta fraqueza, decidiu não ir vê-la, falaria com ela depois quando conseguisse organizar suas idéias, mas será que um dia organizaria? Sentiu cada vez mais a tristeza e o chamado da irmã, se sentia impotente diante da situação saiu de onde estava e começou a caminhar para que os amigos não notassem o quanto estava transtornado porém um de seus amigos Tatto havia percebido. Eles eram amigos desde o jardim de infância então ambos se conheciam bem, Tatto foi atrás de Hihu.
- O que houve cara? Você tá péssimo- disse Tatto.
- É, estou... Sabe quando se tem decisões importantes para tomar mais o medo de errar te domina é assim que estou me sentindo- desabafou Hihu.
Tatto era o único em quem podia confiar mais mesmo assim não daria detalhes a ele afinal todas aquelas coisas que estavam acontecendo não diziam respeito só a ele.
- Eu te conheço muito bem e sei que você é muito sensato relaxa, vai conseguir- disse Tatto.
- Só que se eu errar não sou só eu que me ferro- disse Hihu.
- Independente disso Hihu sei que você é capaz confie em você , precisa agir com segurança e além do mais você não tá sozinho, seja lá o que for mesmo você não podendo me dizer pode contar comigo eu confio em você- disse Tatto.
Sempre havia sido assim sentia tranqüilidade e segurança quando estava com o amigo ele sempre o entendia e apoiava sem Hihu precisar dizer nada ele às vezes parecia saber o que se passava em seu coração.
- Tem algo mais te perturbando – disse Tatto.
- Ain, ela tá precisando de mim, mais eu não consigo ir vê-la não me sinto capaz de ajudá-la, minha insegurança só vai perturbá-la mais- disse Hihu respirando profundamente.
- E deixá-la sozinha precisando de você vai resolver? Ficar se martirizando, cheio de auto piedade vai ajudar? Que isso Hihu, deixa de ser imbecil você quer tanto se sentir seguro e forte e só faz sentir pena de si mesmo, agora eu estou te estranhando, você nunca deixou a Ain na mão, sempre protegeu e cuidou dela como se tivesse medo de perdê-la outra vez, sabe o que eu acho, que você se sente culpado por algo que aconteceu em outras épocas e por isso sempre tem sido superprotetor, mais desencana vai, nada daquilo foi culpa sua, acho legal seu modo de agir em relação a ela mas procura curtir mais sua irmã sem esse peso todo que carrega nas costas algumas coisas do passado devem ficar no passado precisa aprender a recomeçar, ela precisa de você hoje , agora- disse Tatto.
Hihu se espantou com as palavras do amigo, ele sabia da ligação dele e de Ain, que sentiam as tristezas e angustias um do outro às vezes até as dores, mais aquelas palavras ele parecia saber mais, de tudo, mais como? Será que...
- Não fica com essa cara me olhando como se eu fosse de outro mundo – brincou Tatto.
- Como você sabe de tudo isso? Como sabe... – Hihu parou de falar pois parou de sentir o chamado de Ain
- Aconteceu alguma coisa? – perguntou Tatto preocupado.
- Não sinto mais ela me chamando – respondeu Hihu.
- Bom provavelmente ela se acalmou mais acho melhor você ir vê-la, nunca se sabe- disse Tatto – depois conversamos agora o importante é você cuidar de sua imã vai logo anda- falou com firmeza.
Hihu saiu correndo para casa de Ain, apesar de ter sido uma conversa um pouco confusa serviu para lhe dar coragem percebeu que sua insegurança era medo de perdê-la novamente o amigo tinha razão se sentia culpado por ter feito as espadas de tê-las banhado em sangue como Howl pediu, por não estar perto da irmã e não poder defendê-la daquele maldito yokai, por isso não saia de perto dela não falharia novamente, não suportaria. Recordou-se de seus sentimentos de odiar profundamente Howl que conduziu sua irmã àquele destino, mais dessa vez não deixaria que ele se aproximasse dela, sempre que algum rapaz se interessava pela irmã ele logo sentia antipatia e dava um jeito de convencer a irmã a se afastar, não sabia antes o porque agora se lembrara de tudo não podia arriscar que Howl a seduzisse novamente. Lembrou de Shugiru e de que havia baixado a guarda, com tudo acontecendo tão rápido ele se distraiu. Era inevitável o reencontro deles com Howl mais assim que a batalha com o yokai terminasse daria um jeito em Howl ele pagaria por tudo. Ao chegar na casa de Ain desviou aquele pensamento de sua cabeça não queria acumular emoções negativas, chegando ao quarto viu que Ain dormia, respirou aliviado, não se perdoaria se algo acontecesse a ela, chegou perto dela e a olhou com ternura.
- Me perdoa minha irmã vai ficar tudo bem eu estou aqui com você – disse Hihu.
Beijou-lhe a face deitou-se ao seu lado e adormeceu também.
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