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[Beyblade] Kai apaixonado? - capitulo 1

O regresso de Kai


Autor: ~Alazif

Categoria: Animes/Beyblade

Gênero: Comédia / Romance e Novela.

Tags:

Personagens:

Classificação: Livre

Adicionado em: 02/07/06

Comentários/Favoritos 7/7

Caracteres: 12.377

Exibições: 1.045

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Estava uma manhã muito fria. Kai a olhava da janela do seu quarto. O torneio já tinha passado e os seus sentimentos estavam mais calmos que nunca. Mas não tinha desistido de conseguir derrotar Tyson o seu fiel inimigo e também o seu mais fiel amigo desde que o conheceu. Passaram boas memórias juntos, mas isso não alterava os planos, nada o iria fazer parar para derrota-lo um dia.
Nesse momento, um homem já de meia-idade entrava eufórico com a sua bengala no quarto. Kai apenas olhou pelo canto do olho muito chateado.
-O que quer? respondeu com ar rude. – Já sabe que detesto que entrem no meu quarto sem bater.
-Mas bati, e o senhor não respondeu.
-Não discuta.
O homem deu um pulo. Já estava habituado, mas não completamente. Sentia um pouco de medo naquele ar, frio e arrogante.
-Desculpe meu caro Kai. Mas tem uma visita.
-Não estou disposto para receber visitas. resmungou. – Saia do meu quarto.
-Mas é uma pessoa muito importante….
-Não ouviu o que eu disse? disse saindo da janela prestes a atacar o homem.
Nesse momento, uma mulher muito bonita entra no quarto. Tinha um cabelo preto, longo e brilhante. Os seus olhos eram castanhos, transportados por uma beleza incrível, difícil de descrever.
-Então Kai! Isso é maneira de tratar um senhor mais velho que tu?
Kai estava espantado. Sentiu o seu corpo gelar perante a mulher, pois tinha uns olhos muito bonitos e que na verdade, os conhecia muito bem. Mas não ia rebaixar voltou para a janela cruzando os braços.
-Que quer?
-Apenas falar contigo! disse sentando-se numa cadeira arranjando o cabelo.
-Não há nada para falar.
-És sempre o mesmo arrogante de sempre. Não Kai? Não mudaste nada desde que saíste daquela casa. Mas os teus pais gostavam de ti na mesma, arrogante e frio.
Kai tentou vê-la mas não conseguiu. Deixou o seu olhar preso na janela embaciada pelo frio.
-Eles enganaram-me! As mãos apertaram a carne do braço, sentiu uma raiva crescer dentro de si. Fechou os olhos tentando se acalmar.
A mulher o olhava como se quisesse descobrir algo. Tentar encontrar alguma pista. – Eles não te enganaram. Tentaram proteger-te.
-ISSO NÃO É VERDADE! Passei anos naquele orfanato descobrindo que estava só. Era isso que queriam para mim? A minha solidão.
-CALA-TE KAI!!!! Não sabes o que dizes. A mulher levantou-se enfrentando Kai
-Sei pois. Eles queriam me deixar só.
-CALA-TE!!! A mulher não conseguiu aguentar levando a mão á cara de Kai.
Kai a olhou cheio de raiva. Ela sem saber o que tinha feito olhava para mão e depois para Kai.
-Des…desculpa! Não queria magoar-te!
Kai olhou-a mais uma vez sem responder, pois o seu auge era ficar calado. Dirigiu-se á porta e disse:
-Tu! disse apontando para o homem. – Prepara o meu avião vou voltar para o meu verdadeiro sítio.
-Não, Kai espera! Tens de voltar mesmo para lá?
-Isso só depende de mim.
Virou as costas deixando a mulher muito triste. Antes de poder atravessar o corredor totalmente, voltou a olhar para trás. Pensou que tinha feito mal voltar para aquela casa, assim as suas memórias iriam voltar como fizeram no passado.

Estava um dia tranquilo, quer dizer, na casa de Tyson a manha começava com um barulho. Tyson não parava de desatar aos berros quando Daichi fazia alguma coisa errada. Mas pensando bem, os dois tinham uma gota de personalidade igual.
-Ouve lá Daichi! Dá-me o chocolate!
-Como queres que te dê?
-Não é óbvio? disse pondo a mão na cintura. – É devolvendo com a tua mãozinha.
-Não posso. Já comi.
Uma barra de chumbo cai na cabeça de Tyson.
-O QUEEEEEEE!!!!!!! disse olhando para a barriga de Daichi onde estava o seu mais saboroso chocolate de amêndoas e nozes com cobertura de leite rico em proteínas e ferro, agora todo desfeito numa barriga tão pequena e mal aproveitada de Daichi.
-Que pena Tyson! Estava muito bom! disse esfregando a barriga.
A choramingar Tyson gritou:
-Daichiiiiiiiiiii!!!!!! Anda cá que já vais ver! Começou a correr.
Um mais parecia um autêntico leão prestes a agarrar a sua presa, o outro mais um macaco saltitante.
-Miúdos! Já disse para pararem! gritou o avô que cortava os legumes. – Estes miúdos de hoje em dia, não respeitam os mais velhos.
Helary vinha muito alegre com os seus sacos de compras, estava prestes a passar a porta quando, Daichi sai do mesmo lugar indo um contra o outro. Tyson não conseguiu esconder o riso.
-Não!!! NÃO!!!! As minhas maçãs, a massa para fazer o bolo de chocolate, os doces. disse Helary vendo tudo espalhado no chão. Olhou para Daichi que se queixava de uma dor no pescoço.
-Ouve Daichi!!! disse já com a mão em forma de punho e um ar assustador.
-Si…si…simm!!!! disse reparando nesse ar assustador. – Ouve lá Tyson, posso te fazer uma pergunta?
-O quê?
-Porquê que as mulheres parecem um palhaço quando estão chateadas?
Helary entrou em estado de choque, formando agora dois punhos prontos a ser lançados em alguém.
Tyson pós a mão no queixo tentando arranjar uma resposta.
-Sei lá Daichi, porque aconteceu ser assim!
-Lá isso é verdade. Porque na realidade têm muita piada.
Os dois começaram a rir e Helary a ficar cada vez mais irritada. Quanto Tyson e Daichi repararam no seu rosto, quase se podia ver um pouco de fumo a sair, ficaram brancos como duas almas penadas.
-Daichi? disse tocando-lhe no ombro. – È melhor irmos andando.
-Não vão nada ando. Agora já vão ver.
Helary agarrou em todos os tomates que estavam no chão jogando contra eles. Tyson levou com um tomate no meio da cara e Daichi na cabeça
-HELARY TEM CALMA!!!! gritou Tyson. – Lembra-te que isso e para fazer o teu bolo de chocolate.
- Não me interessa. disse continuando a mandar.
-Meninos já disse para fazerem pouco baru…! Nesse momento o avô leva com um tomate mesmo no meio da cara – Já estão a passar das marcas.
-Desculpe avô! disse Helary muito depressa
-Tirem lá essas verduras do caminho e venham comer.
-Comida! gritou Tyson que se preparava para correr quando:
-Tyson onde pensas que vais? Vem ajudar-me. Também estás metido nisto.
-Está bem.
Quando Helary ia para apanhar um tomate, outra mão foi para apanhar. Ela levantou a cabeça muito devagar e Tyson apenas reclamava ao apanhar as coisas.
-Que coisa agora tenho de andar…
-Kai?! disse Helary muito espantada.
-O quê Helary? Agora tas a ver coisas é?
Quando Tyson se virou vendo Kai mesmo á sua frente a fruta que tinha na mão caiu. Kai levantou-se cruzando os braços fingindo que nada se tinha passado.
-O que estás aqui a fazer Kai?
Tyson esperou por uma resposta, mas foi em vão, Kai não lhe respondeu. Helary estava perturbada com o que tinha acontecido. A mão dele era tão quente.
-Kai bem-vindo! Queres comer connosco?
Kai não voltou a falar, apenas fechou os olhos, mas o avô sabia que ele queria ficar.
-Ok! Vou arranjar mais um prato!
Já estavam na mesa a comer. Daichi não parava de comer metendo cada pedaço na boca como se já não visse comida á muito tempo. Tyson olhava para Kai muitas vezes, vendo o seu ar sério que olhava para o prato. Helary ainda estava um pouco mal pelo o que tinha acontecido e o avô apenas sorria.
-Então meninos está bom?
O avô olhou para todos, mas o único que respondeu foi o Daichi.
-Sim avlo tá muitooo boom! disse com a boca cheia e metendo outro pedaço de comida na boca, ficando com as bochechas muito cheias.
-Então Tyson, não dizes nada? Ainda não comeste.
-A única coisa que quero saber, é porque o Kai está aqui?
Kai posou o prato na mesa olhando para Tyson com fúria.
- E isso que te interessa?
- O quê?! Nunca mais disseste nada. E agora vens pedir carinho é isso?
-Não disse nada disso Tyson. Continuas a ser o mesmo insuportável de sempre.
-O quê? disse batendo com as mãos na mesa. – Não tens o direito de me insultar. Tas na minha própria casa.
-Parem com isso! disse o avô
Kai dirigiu-se para a porta e disse:
-Obrigada por tudo.
Tyson estava furioso. Porque razão veio cá e ainda se põem a insultar as pessoas.
Kai caminhava pelo pátio um tanto triste ou sério. Nada fazia com que a sua expressão falasse como é que se estava a sentir naquele momento. Tinha as mãos nos bolsos, o rosto fechado pelo cabelo. Parou numa varanda olhando o vazio da cidade. O vento bateu no seu rosto, transformando cada ponta do seu cabelo numa leve pena. Voltou a fechar os olhos batendo com a mão na varanda, lamentando-se de algo que estava a pensar ou talvez algo em que estivesse preocupado.
-Aconteceu alguma coisa?
Uma rapariga que se encontrava sentada na relva do outro lado reparou no Kai. Kai sentiu-se um perfeito idiota a falar sozinho.
-Estás aí á muito tempo?
A rapariga apenas fez um movimento com a cabeça a dizer que sim um pouco envergonhada. Kai escondeu o rosto entre os cabelos.
Kai sentou-se ao lado dela, mas não muito junto o suficiente para falarem, isto é, se ele falasse.
Ela tinha na mão um quadro e algumas tintas ao lado. Já tinha começado a desenhar, mas ainda não estava ali uma bela arte.
-Gosto muito de pintar. Faz-me sentir bem.
Kai olhou para ela do canto do olho. Tinha um cabelo muito liso, curto pelos ombros e a sua cor era preto. Os seus olhos eram verdes, da cor de todos os verdes que havia naquele parque. Ele abanou a cabeça.
-Que foi? perguntou preocupada. – Ainda não disseste nada.
-Não gosto de desenhar, nem dessas coisas. È uma perda de tempo.
A rapariga escondeu o bloco por entre o peito. Sentiu-se um pouco mal mas na realidade algo nele a fazia sentir bem.
-Aceito qualquer crítica não importa.
Kai olhou para ela espantado. Tinha lhe dito algo tão frio e mesmo assim continuou indiferente.
-És sempre assim? perguntou
A rapariga um bocado confusa olhou para ele e disse:
-Como assim?
-Nada, nada! disse voltando a olhar para a frente.
Nesse momento a rapariga começa a arrumar todas as coisas num saco branco. Kai ficou surpreendido.
-Desculpa não queria incomodar.
Pegou no saco pondo á volta das costas preparando-se para ir embora. Kai suspirou dizendo de olhos fechados.
-Não disse para ires embora.
A rapariga observou-o por alguns segundos. O seu rosto mostrava ser muito frio mas na realidade até tinha um pouco de bondade.
-Mas…acho que estás muito ocupado.
-Será que não percebe?! disse Kai olhando para ela.
-Percebo?!
Quero que fiques! Pensou Kai, mas quando viu no que estava a pensar sentiu-se num grande idiota. Queria lá saber! Fosse embora.
-Podes ir embora. Não me interessa.
Mas era tarde demais, a rapariga começava a tirar as coisas do saco. Kai ficou espantado.
-Não ias embora?
-Ia. Mas como vejo que queres que fique.
Kai corou. – O quê?! Não disse…que queria que ficasses. Por mim podias não voltar mais.
A rapariga sorriu. Sabia que não estava a dizer a verdade, que até gostava que ficasse mais um pouco. Pegou nas tintas para voltar a pintar.
-És tão engraçado!
-Engraçado?! Olha lá, não sou nenhuma boneca de porcelana! Sou muito homem.
A rapariga voltou a sorrir e Kai ficou ainda mais sem saber o que dizer.
- Vou andando. disse levantando muito depressa
-Já?
-Sim! Vou treinar.
-Está bem!
Kai não disse mais nada, virando-se para ir embora. Nem um adeus, mais nada para não ficar atrapalhado. Quando reparou que se tinha esquecido de lhe perguntar o nome dela. Olhou para trás mas já não a viu. Sentiu uma grande tristeza.
-Será que te vou voltar a ver? disse com ar triste. – Kai não seja burro! Ela não te interessa. Bateu com a mão na cabeça voltando a seguir o seu caminho.



Capítulos de [Beyblade] Kai apaixonado? - capitulo 1

[02/07/06] O regresso de Kai

[04/07/06] O roubo

[06/07/06] O reencontro

[16/07/06] A folha

[20/07/06] A acusação

[22/07/06] Tyson na prisão

[23/07/06] Kai de volta

[24/07/06] Foi apenas um momento

[26/07/06] O fogo

[30/07/06] A mentira parte I

[11/08/06] A mentira parte II

[15/08/06] O passado de Kai

[21/08/06] A confissão

[22/08/06] Não te percebo

[23/08/06] Vais voltar?


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