Baseado na obra original "InuYasha" de Rumiko Takahashi (Todos os direitos reservados. Esta fiction não possui nenhum fim lucrativo.
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NOTA: Para a compreensão deste enredo é indispensável a leitura das fictions mencionadas na seguinte ordem:
“Ao rumo de uma nova vida. ”
“A luz da lua. ”
“Uma lótus em meu coração. "
“Novamente ao rumo de uma nova vida. ”
Aviso: baseada em diversas lendas da mitologia egípicia.
Personagens da autoria da ficwriter nesta:
Aiko (hanyou), Shinji (hanyou), Lótus (exterminadora)
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Capítulo 3
Algumas semanas passaram na Sengoku Jidai. Shinjí estava menos arrogante, Aiko tomava aos poucos suas atividades rotineiras e Lótus voltara a perambular pela floresta caçando flores e procurando novos ninhos de pássaros.
Kagome estava em seu quarto, na cabana onde vivia com Inuyasha e o filho, cuidando dos afazeres domésticos quando é acometida de um calafrio e de relance a imagem de Kouga vem à sua mente.
A mulher solta a vassoura de suas mãos a deixando cair, parecia que mil agulhas acabavam de transpassar seu corpo e um gélido ar soprava sua nuca.
Trêmula com os olhos vazios e semblante assustador, Kagome solta de seus lábios o nome de Kouga em tom preocupante:
_Kouga...
Parecia que algo terrível havia ocorrido ao youkai o que a angustiava expressivamente, porém, o que mais a importunava era não saber nem ao menos onde encontrá-lo naquele instante para saber se estava tudo bem. Havia alguns anos em que não ouvira nunca mais sequer falarem no nome do lobo pelo vilarejo e pelas redondezas, como se ele tivesse desaparecido completamente da face da terra.
Kagome aperta contra o peito as mãos, uma junto da outra, seu olhar é repleto de aflição e embebido em lágrimas de preocupação e receio. Chamar por Inuyasha e rogar para que ele partisse em busca do lobo seria impossível, afinal, depois do nascimento de Shinjí, os laços entre ambos que já eram estreitos tornaram-se extremamente tênues.
Ela havia a consciência de que o sumisso de Kouga teria ligação direta ao amor que este carregava por ela, isso a deixava com um sentimento de culpa corrosivo e árduo no peito, o que a leva a tomar uma decisão inesperada:
_Kouga precisa de ajuda, ele precisa da minha ajuda.
Kagome olha pela janela discretamente para verificar se nenhum de seus amigos ou seu filho e Inuyasha estavam por perto.
Com muito cuidado, ela sai da casa e se põe rapidamente dentro da floresta correndo desenfreadamente ao léu no intuito de encontrar o Youkai lobo.
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A chuva fina começara a cair na Sengoku Jidai, Sesshoumaru aproxima-se da janela e chama Aiko:
_Aiko, entre. Por hoje chega.
Aiko, em silêncio, recolhe a espada e caminha para o interior do palácio.
Ainda à janela, Sesshoumaru sente um calafrio imenso, o que acaba o irritando e chamando a atenção de Rin que tecia um tapete ao seu lado:
_O que houve Sesshoumaru?
Sesshoumaru permanece em silêncio e caminha para o quarto sem dizer palavra alguma, o que deixa Rin apreensiva:
_Está acontecendo algo de errado e Sesshoumaru sabe o que é, mas não quer me dizer...
Sesshoumaru entra no quarto abrindo a porta, furioso. Ele senta-se à cama com ambas as mãos segurando a cabeça, como se ela estivesse prestes à explodir:
_Que espécie de criatura emitiria um assovio tão forte como esse?
Na entrada, ao lado interior do castelo, Aiko cai de joelhos ao escutar o mesmo atordoante assovio e diz incomodadíssimo:
_Que diabos estão acontecendo?
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No vilarejo, Shinjí solta a braçada de lenha que carregava para Miroku e contorce-se todo com o estridente som:
_O que houve Shinjí? Está bem? - pergunta o monge acudindo o rapaz que diz:
_Um som, estridente... Minha cabeça...
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Ao lado do riacho, Inuyasha que caminhava já retornando para casa com a pesca, a deposita ao chão e com expressão sôfrega levando uma das mãos ao rosto responde:
_Que ruído miserável é esse?
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Kagome corria dentre a floresta debaixo da garoa fina que caía incessantemente, ela corria sem rumo, apenas seguindo sua intuição.
Ela corre sem parar, quando suas forças já estavam sendo extintas, ela encontra uma caverna em meio à uma clareira.
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_Estou vivo? Que lástima... Kagome... Como eu gostaria de ver ao menos uma última vez seu rosto... Sentir seu perfume, acariciar seus cabelos, tocar sua pele... Parece até que sinto seu cheiro trazido agora pela chuva... O seu doce perfume... Inebriante... Como sinto falta dele...
Muito ferido, estava Kouga deitado ao chão de uma caverna sombria. O barulho da chuva que começava a engrossar ressoava dentro da gruta trazendo o cheiro de terra molhada para ela e o perfume de Kagome que para à entrada da caverna mal pode acreditar no que vê, Kouga extremamente flagelado e agonizando.
Kagome corre até ele gritando:
_Kouga! Kouga!
A mulher cai de joelhos e toca o rosto do lobo maltrapilho que abre os olhos e ao vê-la diz:
_Eu já morri? Ou apenas é mais uma das peças que a mente está me pregando na minha agonia?
_Sou eu, Kagome! Kouga, o que houve? Quem fez isso com você?
_Certamente alguém que odeia lobos. - Kouga dá um sorriso.
_Olhe só como você está! Tenho que fazer alguma coisa!
Kagome rasga as mangas de seu kimono com força em vários pedaços o transformando em faixas para envolver os ferimentos do lobo. Enquanto o envolvia com as ataduras ela pergunta:
_Por que você sumiu desse jeito? Por que não me deu notícias? Fiquei preocupada!
Kouga, sorrindo responde:
_Você estava preocupada comigo?
_Claro! Você some e não deixa nem rastro! Imaginei coisas terríveis todo esse tempo!
Kagome não se contém e extravasa toda sua ansiedade chorando:
_Não sabe quantas noites passei em claro imaginando onde você estaria e o que teria acontecido!
Kouga percebe a reação de Kagome e muito arrependido de suas atitudes diz:
_Perdoe-me, nunca pensei que pudesse fazê-la chorar...
Kouga toca a face de Kagome com uma das mãos e diz:
_Sempre odiei o cara de cachorro por fazê-la derramar lágrimas e agora faço o mesmo. Que espécie de idiota eu sou?
Kagome abraça Kouga aos prantos, ele, surpreso com a reação da moça, deixa-se levar por ela enquanto Kagome diz:
_Prometa nunca mais sumir dessa maneira! Você não faz idéia de como me preocupo com você Kouga!
Surpreso e emocionado ao saber de tal carinho o qual Kagome despende à ele, Kouga a abraça também e diz:
_Me perdoe... Prometo não fazer nada parecido, nunca mais nessa vida.
_Acho bom! -responde Kagome brava entre lágrimas de alívio por encontrar o amigo de quem não tivera notícias há tanto tempo.
Continua...