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› Autor: ~-Milady-
› Categoria: Animes/Saint Seiya
› Gênero: Romance e Novela. / Shoujo (Romântico)
› Classificação: 16+
› Adicionado em: 25/06/06
› Comentários/Favoritos 3/1
› Caracteres: 12.180
› Exibições: 250
Capítulo 8
No fundo, o medo e a esperança são parecidos. ¹
Já era quase meio-dia quando Shina e Seiya voltavam de Yokohama, ver as questões a respeito do bufe que Saori contratara e que estava saindo pior que a encomenda. Mas coma ajudinha de Shina, tudo se resolveu...
Agora, ela dormia, enquanto Seiya dirigia o Lexus ES 350(!) de Saori (uma outra aquisição básica depois que esta aprendeu a dirigir...). “Nossa, tô morrendo de fome, e ela está dormindo desde que saímos da empresa...” Olhou pra moça adormecida, nem se incomodando com a velocidade, nem com solavancos, e nem com a cantoria desenfreada de Ryu. “Muito bonita... Engraçado não me lembrava dela assim... Apesar de que continua brava e teimosa como sempre!”
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— Já disse que posso ir sozinha, Saori! Eu dirijo muito bem!- resmungou a amazona de Cobra.
—E eu já disse que não quero que vá sozinha! A estrada é longa...
— EU vou de trem-bala, então. São só trinta minutos daqui lá, Saori!
— Ai, discussão inútil... — sussurrou Marin pra Seiya, que cochilava a seu lado, depois do jantar.
Ele abriu um dos olhos, preguiçosamente. Sorriu. “Ai, ai...
— Você pode acabar com isso... Diga que vai com ela! – conspirou Marin, ao seu ouvido, fazendo o rapaz arregalar os olhos. – Oras, não me diga que não sabe dirigir?
— Claro que sei, mas... — olhou pras duas discutindo — eu não queria me meter...
— Ah, não seja tão idiota, Seiya! Você vai!- disse a mestra, fazendo sinal pra ele. – Anda, fala que você vai!
O rapaz suspirou fundo. Marin também... Quando cismava, era o fim.
— Hei, Saori, eu posso ir com Shina, amanhã. Bem, isso se ela quiser a minha companhia... — falou já com medo da resposta delas.
— Eu também vô! — disse o Ryu, correndo de Shun, que queria que fosse dormir, e jogando-se no colo de Seiya.
— Você não vai a lugar algum, rapaz! Já pra cama! – disse Shun, muito sério.
— Ô, tio, dexa eu ir, dexa...
— Não!
— Mais eu queruuuuuu! – berrava o garotinho. Na mesma hora Seiya tapou a boca do menino, fazendo todos ficarem com aquela cara...
— Ta, você só vai se for dormir agora, ta bom? — e Ryu acenou afirmativamente. — E, você , Shina, também. E chega de confusão que eu estou muito cansado.
Todos olharam pra ele.
— Que foi? — inquiriu, inocentemente.
— Nada, — respondeu Saori, dando um significativo olhar pra Marin — então, está combinado, amanhã, às sete da manhã, lá em casa pra pegar o carro. Certo, Shina?
Shina olhou pra elas. O auto-controle não era seu forte, mas ela conseguiu permanecer calma e balançar a cabeça afirmativamente.
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E por isso, eles agora voltavam. Ryu estava acordadíssimo, comendo biscoito e cantarolando sem parar.
— Então, rapaz, você gostou de ir passear conosco hoje?
— Gotei, tio seiya... – engoliu o biscoitinho e disse algo que Seiya jamais esqueceria – voxê também vai casá, tio?
— Hã?
— è, xim, tio, mamãe dixe que voxe vai casá...
Seiya sorriu.
— Um dia, Ryu, um dia, quem sabe, né? — olhou pra Shina a seu lado, e sacudiu a cabeça, como se espantasse alguma coisa que não gostasse. — Por que ela disse isso?
O menino olhou pra ele como se não entendesse.
— Tio...
— Sim?
— Eu quelo fazê xixi...
— Mas... Agora? – perguntou Seiya, olhando as placas, onde é que vou encontrar um posto para parar?
— Tio, to apetado! — berrou o garoto, segurando o saquinho de pipoca com força...
— ‘Guenta, aí, Ryu! O tio ta correndo pra achar... — e , por um milagre, destes que só acontecem quando menos se esperam, encontraram um posto a menos de cinco minutos de onde estava... — Olha, só mais um pouquinho... Lembra que a Saori não gosta que sujem o carro dela, hein? — disse, tentando manter0se sério, pro garotinho esperar mais um pouco.
Ele sacudiu a cabeça afirmativamente. Seiya olhou novamente Shina, que entreabria os olhos, querendo entender o porquê de tanta bagunça...
— Oi... – disse, espreguiçando-se — O que está acontecendo aqui? E, Seiya, - disse olhando-o — por que motivo está correndo tanto? Ryu, você está...
— Quase molhando todo o carro importado de Saori!- brincou ele. Sorriu pra ela, deixando-a constrangida. — Ora, mas você dorme mesmo hein... Só agora que o guri quase abalou todo o Japão com o grito que você acordou...
— Bem, eu...
― Tia, eu não agüento... – chorou o menino.
― Calma que a gente ta chegando...
Enfim , Seiya parou no posto de gasolina.
― Pode ir, Ryu.
― Mas , tio , num sabu ir sozim... ― falou o garotinho olhando com cara de menor abandonado.
― Seiya, leve-o, antes que ocorra um desastre! - disse shina, empurrando-os pra fora do carro. - Espero vocês na loja de conveniência... Rápido!
Num instante eles desapareceram de sua frente. Ela sorriu, olhando pra o céu. Por Deus, este calor está me fazendo mal. E estou com uma fome... ”, pensou alisando o estômago.
Voltou ao carro e pegou a bolsa. “Primeiro, vou ao toalete, e depois vou convencê-los a almoçar...”
Quando entrou na loja, eles já estavam lá, almoçando!
― Puxa... Pensei que teria de convencê-los!
― Estou faminto. Tomei a liberdade de pedir o seu também. ― disse um Seiya de boca cheia, tentando parecer sério.
Ela olhou e riu, achando graça da situação.
― Tudo bem. ― viu o garotinho a seu lado. ― Está gostando?
Ele balançou a cabeça. Sem tirar os olhos de prato.
— Bem, então, almocemos.
O almoço fora tranqüilo, e demoraram um pouco pra voltar à estrada porque Seiya estava com sono. De modo que Shina e Ryu foram dar uma volta pelo entorno. A cidade era bonita... Uma cidade portuária, com certeza, tinha que ter esta bela vista...
Ela sentia o vento bater-lhe nos cabelos, soltos, e este cheiro de ar lhe trazia recordações... Boas recordações...E medo também. Sempre existiria. Pensou já ter superado, mas era um estigma, parecia que nunca ia abandoná-la. Medo da rejeição. Por que tinha se apaixonado por alguém que jamais a olharia diferente, a via como amiga. E só. ”Eu só queria não sentir esta ansiedade, este fio de esperança que não me abandona...
― Tia Sina... Tia... – puxou-lhe a blusa o garoto.
― Sim?
― Ó o tio ali,ó, acenano pá nós... vamu imbora...
Acenou afirmativamente e se foram.
Capítulo 9
A viagem foi agradável. Mas ao invés de deixá-la na casa de Saori, como imaginou que faria primeiro deixaram Ryu, que já choramingava, querendo os pais. Depois seguiram até a via principal.
― E, então, Shina, você quer ir pra casa de Saori, ou pra o hotel. – perguntou solícito, nosso herói.
- Não... – disse ela, com um muxoxo – quer dizer, não sei, estou tão cansada... E saori insiste em que façamos compras... ai, não sei...
Ele deu um sorriso, sacudindo a cabeça.
― Ora, Shina, você sempre foi tão decidida. O que aconteceu? – gracejou ele. – Ta se cansando muito rápido, hein?
Ainda bem que ele não se virou, senão a veria mais vermelha que um pimentão. “Era o que me faltava! Eu sem graça por causa dele...”
― Desculpe meu momento de fraqueza, mas não é todo dia que a gente sai com criança pra passear.
― Não foi minha intenção... ― tentou falar, já não segurando o riso.
― Não explica... Só vai piorar, ― respondeu ela, sorrindo, também brincando. ― Só vou ter que dar um jeito de escapar de Saori e vai ficar tudo bem.
Desta vez, ele gargalhou.
― Como pode rir? Eu estou exausta!
― Certo, certo. – parou em frente ao hotel. Por coincidência, Marin e June acabavam de chegar de um “passeio” pelo parque, trazendo consigo a pequena Moe.
― Oras , já chegaram? Achei que ficariam todo o dia lá, já que Shina está fugindo de Saori! ― riu-se Marin.
― Não me amole, Marin, que eu estou... ― e só então notou o brilho malicioso nos olhos dela ― Imagino que nossas compras já tenham sido canceladas a tempo, não é? ― inquiriu, estreitando os belos orbes verdes.
― Err... Seiya, Ryu deu muito trabalho? – escapuliu ela, abraçando o rapaz, que saltara do carro.
― Nada... Só o normal... Acho que a nossa amiga é que não estava acostumada com ele! – riu, e estendeu a mão pra Moe, que já tinha se atirado ao colo de Shina. – Então, senhora e senhoritas, até mais.
― Até... Aaaaai! – exclamou Marin, pois havia levado um beliscão de Shina. – Ficou doida?
― Eu sabia que tinha um dedo seu, Marin! Ele não ia aceitar tão fácil prestar favores à Fundação!- sibilou Shina entre os dentes, enquanto beliscava-a novamente. Então, deram-se conta do olhar curioso e surpreso da loira que as acompanhava.
― Não é o que está pensando.
― Mas eu não pensei nada. – falou June, com uma falsa ingenuidade.
―Marin, Marin... Espere. Me espere. Você não devia ficar brincando com este assunto, que pra mim está morto e enterrado. ― E quem pode dizer se isto é verdade? ― Ah, vou subir. ― entregou Moe para June, e subiu marchando para o quarto, sem nem responder ao cumprimento de Milo, que acabara de descer.
― Que bicho a mordeu? Por Atena, que mulher birrenta... Ah, se eu domasse a fera... – murmurou.
Marin sorriu do comentário. ” Tão bonito, e tão sem-vergonha... Péssima combinação pra um cavaleiro...tsc,tsc...”
― Duvido que consiga. Bem, vamos subir também, June? Vamos descansar um pouquinho antes de você ir, não é, fofinha? – disse, brincando com Moe. ― Até logo, Milo.
― Hei, Marin. ― chamou ele, com um brilho divertido nos olhos azuis.
― Sim? ― respondeu, sorrindo.
― Aioria já chegou também. Quer que eu te anuncie?
Desta vez foi a vez de June se irritar e lançar nele a fralda de Moe, enrolada em algo duro, que mais tarde veio a constatar que era uma mamadeira.
― Dá um tempo, inconveniente!
― Eu só digo a verdade... – falou saindo, e devolvendo a mamadeira pra June, e para uma corada Marin.
Mais um dia se passava sobre eles... Nestas duas semanas que antecediam a festa... ”Pode ser que tenhamos boas recordações desta vez... ” pensou a jovem amazona de Camaleão, enquanto dirigia-se à entrada do Hotel, logo atrás de Marin.
Continua...
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1- Bom, desta vez, não posso dizer exatamente de quem é a citação. Se alguém souber, por favor me avise.
Gente, eu sei que está ruim, mas é que não tive tempo de escrever mesmo... Tava faltando algo entre o que vinha antes e o que vem depois, enfim, talvez não faça diferença... Mas taí, o novo capítulo. Espero que gostem.
Bjs.
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