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› Autor: ~Alazif
› Categoria: Animes/Tsubasa Crhonicle Reservoir
› Gênero: Drama (Tragédia)
› Classificação: Livre
› Adicionado em: 25/06/06
› Comentários/Favoritos 8/9
› Caracteres: 4.163
› Exibições: 573
Nota:
Oi pessoal! Este fic é um bocado triste para não dizer muito. E tem algumas parte talvez um bocado confusas. Mas espero que gostem do meu fic.
O deserto trazia os ventos quentes daquela tarde. A esperança era arrastada pela poeira das areias. Os meus olhos estavam cheios de lágrimas e o meu coração partido por teres ido embora. Cada lágrima que caía na areia quente e húmida do deserto, transformava o meu amor cada vez mais forte. O meu rosto estava manchado de tristeza mas também sujo pela poeira. Mas isso agora não interessava. O que interessava e que segurava o teu corpo no meu. Eras apenas um corpo e não uma alma que esperei vir a casar. Esse rosto que agora não abria os olhos para ver o mundo, nem ver o meu rosto que chora por ti, nem ler nos meus olhos que dizem que te amo. Levei a minha mão fria ao teu rosto, sentindo que a tua pele ainda estava quente. Mas agora tudo estava acabado, já não vivias nem sentias qualquer tipo de sentimento ou dor.
Apenas eu o sentia, ver-te imóvel deitado sobre as minhas pernas, e o ar que passava pelo teu rosto. Com a manga suja passei sobre as minhas lágrimas continuando a olhar para ti.
Levei á razão, o porquê deste acontecimento. Se os nossos destinos estavam juntos, e os nosso passados interligados apenas por um destino. Talvez o destino não permitiu que ficássemos juntos, talvez não quis que a felicidade continuasse.
Mas que tipo de felicidade é esta que deixa todos a merece de um único destino, de uma única morte?
Agora a luz da tua alma, da vida, escorria pelas dunas formadas em sangue, uma luz que reluzia apenas numa gota, formavam ainda a tua alma que não tinha desaparecido, procurando entre as areias canais para encontrar o seu destino.
Eras a minha única razão de viver. Se for assim, até na morte o serás. Olhei para o horizonte vendo o sol que se ponha, mas para mim, o tempo tinha parado desde que o destino parou as nossas vidas. À nossa volta, um grande número de pessoas abandonara as suas vidas para lutar por aqueles que amavam. Largaram o seu destino e procuraram a razão de viver. Era triste ver esse acto agora perdido nas areias do deserto. Por isso, acabei por perceber que só uma entre tantas outras, faz parte da minha vida que se cruzou com a linha do meu horizonte. Voltei a olhar mais uma vez para o teu corpo imóvel. Não sei lá bem porque, ainda dentro de mim, havia um sorriso para dar pois tu sempre o disseste que era bonito e encantador. Peguei em todas as nossas memórias e levei a mão. Era o fim de uma hera, o fim de uma vida criada em vão, ou talvez não. Para mim estava acabado desde que a tua vida estava. Com o rosto molhado e um sorriso na cara forçado, ergui a esperança de te voltar a encontra na eternidade. Brilhou nos meus olhos mostrando que não havia mais nada do que aquele pequeno objecto. Ergui um pouco mais para o céu, apontando para o meu coração levando com que pensasse que estava a fazer algo errado. Mas nada mais ia me parar, pois o meu sonho agora, era te poder encontrar ao longo do corredor. Fechei os olhos chorando cada vez mais, esperando que a minha mão determinasse o meu destino, mas estava a tremer demasiado. Ainda abrir os olhos vendo mais uma vez o teu rosto e disse:
-Espera Shaoran! Já vou ter contigo.
Nos meus pensamentos apenas via o teu rosto, e não o porquê de estar a fazer aquilo. O teu sorriso era mais forte, o teu carinho mais determinante.
Guardei todo o meu medo, e gritei para o céu que caía aos meus pés. A dor era insuportável, mas era o suficiente para aguentar. As forças desapareceram, a minha alma morria aos poucos, caí sobre o teu corpo. Agora dois vasos de zangue procuravam o seu destino pelas dunas. O fim daquela vida era solução de uma razão de viver para seguir o caminho da vida eterna.
Por fim, a ultima lágrima escorreu pelo meu rosto e dei o meu último suspiro. O espírito levantou-se até ao céu seguindo o seu caminho, até ao fim de um túnel tu o disseste:
-Já chegou! Por fim conseguiste alcançar-me.
Foi apenas um toque de dedos, e um olhar. Por fim alcancei a eternidade.
Fim
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