Esta história e todos os seus personagens são de minha autoria e possuem registro na IBN, por isso se copiar e disponibilizar em outro lugar, eu processo.
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A maca fora retirada da ambulância às pressas. Um dos para-médicos estava sobre ela massageando frenéticamente o tórax de Hyou e fala:
_Vamos! Vamos! Andem com isso!
Imediatamente, infermeiras e um dos médicos de plantão vem receber o rapaz que estava chegando no recinto.
Ao telefone celular, tremendo e suando frio, Daysuke conversa co Kamya:
_Kamya, graças a Deus! Sou eu! Daysuke! O amigo de Hyou!
_O que houve?
_Estamos agora no hospital central, ele passou mal no apartamento enquanto conversávamos, não sei das condições dele ao certo, mas parece ser sério! Os pára-médicos estão muito nervosos...
Kamya deixa o telefone escorregar e cair de suas mãos. Ela fica atônita.
_Kamya! Kamya! Você está ai?
Kamya sai correndo de casa apenas pára ao pegar sua bolsa e calçar os sapatos.
Ela nunca correra como naquele dia. De seus olhos lágrimas de desespero brotavam e molhavam sua face.
Daysuke desliga o celular pressentindo que ela estava à caminho naquele instante. O amigo de Hyou entra na recepção do hospital e conversa com a atendente:
_Moça, me chamo Daysuke, sou amigo do rapaz que acabara de ser trazido pelos para-médicos. A senhora sabe me informal qual a situação dele?
_Ainda não fora passada nenhuma noptícia pela equipe médica. precisamos colher alguns dados do seu amigo, seria possível o senhor nos ajudar?
_Sim, claro!
Enquanto Daysuke passava as informações de Hyou para a recepcionista, Kamya estava esbaforida correndo pelas ruas da cidade em direção ao hospital central.
Na sala de emergência, os médicos continuavam os procedimentos:
_Como estão os batimentos?
_Muito fracos! Ele está tendo outra parada!
_Rápido! Desfibrilador! Carregar à 200! Afastem-se!
_Ainda não surtiu efeito! Pulso a caindo e a chegando à zero!
_Mais uma vez! Carregar à 250! Afastar!
_Batimentos continuam à zero!
_Rápido! uma ampola com 10 Cc de adrenalina! Aplicação direta no coração!
O médico responsável pela equipe segura firmemente a ampola com ambas as mãos e vai introduzindo ao centro do peito de Hyou a enorme agulha que chega ao seu coração, onde ele injeta a adrenalina diretamente no órgão no intuito de que os batimentos retornem. Ele retira a agulha com cuidado e inicia uma nova massagem cardíaca.
Kamya chega no hospital ofegante, Daysuke que a aguardava sentado na recepção levanta-se e caminha até ela:
_Kamya! Que bom vê-la!
_Onde está Hyou? - Pergunta aflita.
_Neste momento na sala do pronto socorro... Hei! Kamya! Espere!
Kamya põe-se à correr e invade os corredores do hospital observando as placas que a guiavam até o pronto socorro.
Quatro enfermeiros a seguem:
_Espere! Não pode entrar aí?
Kamya arromba a porta da sala de pronto atendimento onde Hyou estava sendo atendido, e aos berros chama por ele:
_Hyou! Hyou!
Os enfermeiros a seguram e vão a arrastando para fora da sala enquanto ela chora e grita.
A voz de Kamya ecoava assustadoramente nos corredores, não havia quem não se comovesse ouvindo aquele chamado.
O médico então diz:
_Última tentativa! Carregar à 300! Afastem-se!
O médico olha o monitor de batimentos, continuava sem progressos. A equipe desiste e uma das enfermeiras puxa o lençoi sobre o rosto de Hyou, ao ver tal fato, Kamya solta um grito estrondoso cheio de tristeza e lamento:
_NÃO!!!
Quando a equipe já estava prestes à sair, ouvem o alerta do monitor. O coração voltara a bater. A enfermeira chefe então diz:
_Doutor, ele está vivo!
A equipe inteira sorri e retornam para darem os últimos cuidados à Hyou.
Sendo apoiada pelos enfermeiros um deles diz a Kamya:
_Você ouviu o que disseram? ele está vivo! Acalme-se! Vamos! Vamos sair daqui! Melhor você o esperar na recepção, assim que ele estiver em um dos quartos poderá entrar.
Kamya então sorrí em meio as lágrimas e acata às ordens dos enfermeiros. Voltando à recepção, Daysuke dá uma bronca em Kamya enquanto a entrega um copo com água para beber:
_Está louca? O que pensa que estava fazendo invadindo o hospital?
Kamya sorria e chorava tremendo muito.
Algumas horas depois, o médico vem e conversa com Kamya e com Daysuke. Após a saída do doutor, Daysuke entrega À Kamya as chaves do apartamento de Hyou e diz:
_Estou indo para casa, estas são as chaves do apartamento de Hyou. Se precisar de algo, me ligue!
_Obrigada Daysuke. - Agradece Kamya.
Ao telefone público ao lado de fora do hospital, Kamya telefona ao seu pai. Depois, ela retorna à recepção e fala à atendente:
_Já posso visitar o senhor Hyou Fujiwara?
_Sim. É da família?
_Sou irmã dele.
_Ótimo! O doutor disse para que não o deixem sozinho e que o vigiem muito e façam com que ele se alimente. O senhor Fujiwara está no quarto andar na ala norte no quarto 325.
_Obrigada!
Kamya entra no corredor e sobe com o elevador até o andar indicado. Ela chega ao quarto de Hyou, olha a plaqueta para ter certeza do número e por fim, abre a porta com cuidado. Hyou estava adormecido. Kamya entra e fecha a porta sem fazer barulho, ela se aproxima do leito e observa o rapaz. Ele estava pálido, muito magro com os olhos arroxeados assim como seus lábios.
Kamya, acaricia com uma das mãos de leve os cabelos da franja de Hyou para não acordá-lo. Ela não se contém e deixa mais algumas lágrimas escaparem de seus olhos, mas dessa vez, de alívio em ver que Hyou estava vivo.
Com muito cuidado ela vai abaixando-se e aproximando o seu rosto ao dele, ela para quando cehga bem eprto e o observa para ter certeza de que ele estava dormindo. Ao fazê-lo, ela toca delicadamente seus lábios nos de Hyou em um beijo cheio de saudade, ternura e preocupação.
O toque dos lábios desperta Hyou. Atordoado ele abre os olhos e fala murmurante com extrema dificuldade:
_Kamya... O que está fazendo?
Kamya não permite que Hyou continue a dizer nada e sela novamente seus lábios com um beijo. já era noite, apenas a luz de cabeceira iluminava o quarto. Ao afastar seu rosto ao de Hyou, ela diz:
_Por que você inssiste em fugir de mim?
Hyou não responde.
_A escolha não é só sua! É minha também! e eu escolhe ficar com você! Se você pensa que está apenas ferindo a sí mesmo com essas atitudes, saiba que eu também estou me ferindo!
_Não fale besteiras Kamya...
_Chega de falar besteiras você Hyou! Eu quero ficar com você! Não me negue isso!
_Parva... Somos irmãos... Isso não significa nada para você? Acha que eu me afastei de você por mero capricho? O que nossas mães e nosso pai vai pensar de algo como isso, Kamya?
Kamya chorava apoiada aos ombros de Hyou que acaba a abraçando e diz:
_Eu sinto muito.
Kamya responde convicta:
_Que nosso pai penssasse antes nas consseqüências de seus atos no passado para evitar este nosso terrível presente! Não somos criminosos! Não somos culpados! Me apaixonei por você sem saber que éramos irmãos, nunca foi premeditado!
_Não existem culpados, Kamya... Todos somos vítimas nesse momento, até mesmo papai é uma vítima dos erros que ele mesmo cometeu.
_Não importa o que você diga ou quem quer que seja! Quero ficar com você! Quero estar ao seu lado! Não importa o que penssem ou o que falem!
Hyou não se contém e também deixa suas lágrimas brotarem na face dizendo:
_O que eu mais desejo nessa vida é estar ao seu lado, mas não como um irmão.
Kamya segura a face de Hyou com ambas as mãos e diz:
_Então não vamos nos negar o direito de sermos felizes pelos erros dos outros!
Hyou olha nos oslhos de Kamya e diz:
_Você está certa disso? Papai e nossas mães vão querer morrer ao saberem disso e nos odiarão pelo resto da vida.
_Se você estiver, eu estou também!
Kamya sorrí e mais uma vez beija os lábios de Hyou que dessa vez corresponde a ela.
Alguns dias passam, cerca de uma semana, Hyou ganha alta do hospital. Daysuke e Kamya o levam para o apartamento.
Kamya pede por telefone ao pai que a autorize permanecer alguns dias na casa do irmão para o supervisioná-lo e ajuda-lo em sua recuperação. O pai consente.
_Daysuke já foi embora. Já falou com papai Kamya?
_Apenas pedí para que permitisse que eu permanecesse aqui enquanto se recupera, afinal, esse tipo de notícia deve ser dada pessoalmente.
Hyou apenas sorrí sentado ao sofá da pequena sala. Kamya vai na direçaõ do rapaz sentando-se ao seu lado e pergunta:
_Sente-se bem?
_Melhor, obrigada.
_Vou preparar algo para o jantar, está ficando tarde e você precisa se alimentar...
Kamya vai levantando a caminho da cozinha quando é surpreendida por Hyou que segura o braço esquerdo da moça e a puxa com força para sí, fazendo com que ela caísse em seus braços.
Continua...