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› Autor: ~Alazif
› Gênero: Romance e Novela.
› Classificação: Livre
› Adicionado em: 28/11/06
› Comentários/Favoritos 3/1
› Caracteres: 5.026
› Exibições: 247
A lua espírito magico que nos guia á noite. Luz que nos cobre de imensa paixão eliminando a tristeza do coração. Realiza os nossos sonhos reage a um suspiro numa onde do mar. Eu sabia disso, até ver que na realidade tudo o que desejava e deixava o vento levar, ele de uma maneira ou outra trazia de volta mesmo que fosse aquela alegre confiança transformada em dor de mentira. Tudo o que ouso agora é o vento que bate furiosamente na minha janela feita de madeira. Olhei instintivamente para ela, pensando que talvez devia a ter arranjado. Talvez hoje sim chovesse como aqueles dias que passei fora de casa e me constipei, ou talvez daquele dia em que fui pescar no grande mar azul e quase me afoguei devido á tempestade que se aproximava. Mas hoje não, hoje vejo a lua o guia da noite a rainha das sombras. A encontro todas as noites perto da minha porta sempre disposta a entrar com os seus raios de luz pura. Nunca a quis convidar porque ela nunca quis entrar, disparate esse que digo sempre aos meus estudantes. Mas mesmo assim, sempre me diz que tenta entrar e depois penso que isso seria impossível pela forma como está longe da terra e para não dizer, longe da minha porta. Agora hoje á algo diferente, sinto que sim, hoje ela quer entrar. Mas não daquela forma redonda. Talvez em outra forma. Estou quase hipnotizado, babado para ser mais preciso a olhar para tal beleza. Minha mente vagueia pela noite, até onde guardo todos os meus sonhos e…
-MESTRE!!!!!
Isto é que foi uma grande pancada na cabeça ao cair da cadeira morrendo de susto. Agora fiquei com um galo na minha cabeça para cantar á noite.
-O que foi judas??? Não vês que estava a pensar???
-Desculpe mestre…mas tem de vir depressa para a aldeia!
-Mas o que foi homem??? Quase que deitas o coração pela boca!
-È a Rousemeri…corre perigo de vida!!!
-O quê???
-Ela está prestes a ter a criança…mas a Remi diz que pode perder a criança ou ela morre!
O velho correu atrás do rapaz que lhe dera a noticia começando a ouvir os gritos de dor de uma mãe a sofrer e em breve o choro de uma criança trazida ao mundo. Ao fundo do seu olhar via-se as casas que mantinham uma luz que se via perfeitamente da janela. Apenas numa casa que ficava ao pé da rocha de deus pelo menos era assim que se chamava, estava uma fila de olhares curiosos desejando de ver o que se passava.
-Mas o que se passa aqui??? Saiam, saiam!!! disse o velho homem empurrando as pessoas seguido de Judas que o seguia.
No quarto estava Rousemeri deitada sobre a cama, e o bebe no colo de Remi.
-Mestre ainda bem que chegou!!! disse Remi.
-O que se passa?
-Com o bebe está tudo bem, só a Rousemeri é que não acorda!
-Depressa tragam água fresca!!!
Molharam a sua testa com um pano branco. Rousemeri acordou olhando para o velho que se encontrava a segurar a mão dela.
-Mestre…! disse num tom fraco.
-Xiuuu…não digas nada!
A Mão dela apertou a dele esperando tirar um pouco da sua energia de vida mas nada iria mudar o seu destino.
-Cuide da minha filha mestre! Por favor! Ela é um pedaço de mim, um pedaço da minha vida. Nunca a deixe parar de brilhar.
-O que estás a dizer Rousemeri? Vais viver durante muito tempo e poder criar a tua filha como sempre o desejaste.
-Agora já não mestre! disse com os olhos quase cheios de lágrimas.
O velho se levantou até Remi para ver a criança que segurava no colo. Afastou o pano que a tinha embrulhado vendo um rosto muito branquinho e umas bochechas gordinhas. Dormia profundamente que nem um anjo. Para espanto do homem ela não era muito parecida com a mãe.
-A sua pele é tão branca como a neve! disse olhando espantado para Rousemeri.
-Tem razão mestre a sua pele é mais clara do que a minha!
-Como se vai chamar?
Perguntou mas não obteve resposta. Quando olhou para Rousemeri o seu espírito já não estava mais naquele quarto pois agora vagueava pelo céu ao encontro da eternidade.
Todos lamentaram pela sua morte e até o mestre chorou mesmo jurando que nunca ia chorar. Mas era tão difícil para ele ver uma criança sozinha. Não a ia deixar nunca. Ainda ficava a dúvida de como é que ela se ia chamar a partir de agora. Limpou as lágrimas ao ver um raio de lua tocar na pele branca da criança. Os seus olhos abriram mostrando dois belos olhos azuis como que acabados de tirar do fundo do oceano. O mestre olhou para a lua e disse:
-O nome dela vai ser…Lua!
Todos abriram a boca em forma de espanto ao ver o mestre a olhar para a lua que inundava o quarto com os seus raios de luz.
-Minha pequena Lua!!! disse agora com um sorriso
Afinal a lua veio ter comigo e desta vez quis entrar em forma de humano. Foi inteligente da sua parte uma grande ideia para ser mais preciso. Em vez de eu, o grande mestre aprender com a lua, será a lua aprender comigo. Mas mesmo assim dúvido que isso venha acontecer na minha vida, porque ela ainda terá muito que me ensinar.
[28/11/06] Um presente da lua
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