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Fanfics

[Naruto] Fica comigo

Imaginando coisas


Autor: ~Jessy--Suna

Categoria: Animes/Naruto

Gênero: Comédia / Romance e Novela. / Shoujo (Romântico)

Personagens: Hinata, Naruto, Gaara, Sakura, Kiba

Classificação: Livre

Adicionado em: 24/09/08

Comentários/Favoritos 8/6

Caracteres: 14.631

Exibições: 236

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Capítulo 1 – Imaginando coisas



Estou preocupada. Ele não chegou ainda, ele nunca se atrasa tanto. É tão ruim olhar para a sala dele e não ver seus olhos azuis, não ver aquele sorriso que me cativa tanto. Ai, meu Deus, lá vou eu me perder pensando nele de novo.
Mas estou mesmo preocupada. Ontem, no fim da tarde, ele me ligou dizendo que iria sair, que precisava pensar um pouco, estava com a cabeça explodindo e me chamou para ir com ele.

Flashback on
- Alô?
- Hinata? – meu coração quase parou – Que bom que você atendeu.
- Ah, oi, Naruto, tá tudo bem?
- Mais ou menos. Tô precisando dar uma volta pra relaxar. Quer ir comigo?
- Não sei, Naruto, estou cheia de coisas pra fazer, trouxe trabalho pra casa hoje...
- Ah, Hina, diz que sim, vai, você sabe que eu adoro a sua companhia.
Ele quer que eu tenha uma parada cardíaca?
- Ai, não sei, não sei mesmo... Essas coisas que tenho pra fazer são todas pra amanhã, não posso atrasar.
- Hunf... Quem foi que te passou tanto trabalho? E pra amanhã?
Foi você mesmo, seu cabeça-de-vento! Tive vontade de responder, mas, claro, não o fiz. Preferi dizer, depois de respirar bem fundo:
- Foi o meu chefe, sabe? Não sei se você o conhece.
- Eu? Eu não te passei todo esse traba... Ah, é verdade. Acabo de me lembrar. Desculpe.
- Não tem do que se desculpar, seu besta. É meu trabalho.
- Tenho que me desculpar, sim. A Sakura tá me enchendo de coisas pra fazer, e eu acabo fazendo o mesmo com você.
Ôôô, essa voz de menino dengoso me mata.
- Não comece, Uzumaki Naruto. Que coisa.
- Tá, tá, eu paro com as desculpas. Mas e então, você vai comigo?
- Não dá mesmo, Naruto.
- Então tá, né? Fazer o quê? Boa noite, Hina, durma com os anjos.
- Boa noite, Naruto, e vê se relaxa mesmo, viu? Beijo.
- Vou tentar. Beijo.
Flashback off


Confesso que tive vontade de jogar o telefone na parede, mas a melhor opção foi deixá-lo em cima da mesinha mesmo. O desgraçado me passa uma pilha de trabalho para o dia seguinte e ainda quer que eu saia com ele? Pra dar uma volta? Sendo que ele conseguiria me fazer ficar na rua com ele até altas horas da noite, brincando, conversando, rindo e nos divertindo e eu chegaria em casa sem forças e acabaria não fazendo tudo o que tinha pra fazer! Só pra ouvir as mesmas palavras no outro dia, acompanhadas de um sorriso bobo e olhos azuis brilhantes: “Você é a minha melhor amiga, Hina.”
Sim, ele me tinha como amiga. Sempre me teve só como amiga. Quase uma irmã, melhor dizendo. E eu? Sempre fui louca por ele, fazer o quê? A gente não escolhe de quem gosta. Ahhh, minha sina!
- O Naruto não veio hoje, isso significa que sobram mais coisas pra você. – falou uma voz feminina logo atrás de mim. Minha vontade foi de me virar e enfiar as unhas nos olhos da minha chefe geral, mas eu me controlei.
- Sim, eu vi que ele não veio, Sakura. – quando que o Naruto falta e EU não percebo? – Estou preocupada com ele, dificilmente ele falta.
- Não precisa se preocupar, ele deve ter bebido demais ontem e ficou de ressaca. Infelizmente isso não atesta falta, e ele sentirá isso no final do mês.
Você acredita que eu passei anos, eu disse ANOS, trabalhando com essa mulher como minha chefe? O Naruto é meu chefe direto, e ela é a superior dele; conseqüentemente minha também. Mais pra frente você vai saber por que eu alimento esse ódio por ela.
- Tome. Esse papéis precisam ser assinados até as onze horas de hoje ou nós perderemos um dos nossos melhores clientes. Trate de fazer com que eles cheguem assinados na minha mesa. – dizendo isso, ela se retirou, me deixando sozinha com meu monstrinho interior querendo voar no pescoço dela.
Eu precisava saber o que tinha acontecido com o Naruto. Peguei todos os papéis que ela deixara na minha mesinha e corri com eles para o andar de baixo. Eram nove e quinze ainda. Chegando ao andar, me aproximei de Kiba, que estava na porta de sua sala, tomando água.
- Bom dia! – cumprimentei-o.
- Bom dia, Hina! – ele se endireitou e sorriu – Tudo bom? O que faz aqui em baixo?
- Ah, é que a vac... Quer dizer, a Sakura me deu esses papéis e eles precisam ser assinados até as onze, será que você pode me ajudar?
O Kiba sempre gostou de mim. Ele sabia que não tinha muitas chances, confessei a ele um dia que era apaixonada pelo Naruto. Ele, do alto de sua fofura, me compreendeu e disse que sempre que eu precisasse de ajuda ele estaria lá para me amparar.
- Chegou na hora certa. O Lee tá saindo agora com algumas coisas minhas, posso pedir pra ele levar esses seus papéis.
- Ai, Kiba, muito obrigada mesmo! Você não sabe o quanto vai me ajudar!
- Imagina, linda, faço tudo por você.
Abri meu melhor sorriso; ele merecia tudo de bom, o Kiba. Corri de volta para minha sala e, depois de dar uma olhada na sala da Sakura, agarrei o telefone e me pus a discar o número da casa do Naruto.
- Que é? – atendeu uma voz embargada do outro lado da linha, de alguém que não tinha dormido quase nada.
- Bom dia pra você também, Naruto.
- Hinata? É você? Ai, minha cabeça. Desculpa, é que tô morto de sono, nem reconheci sua voz.
- Não tem problema, esquece. O que aconteceu ontem? Por que você não veio pro trabalho? Você bebeu ontem? Pra onde você foi?
- Aaaaai, minha cabeça. Calma, uma pergunta de cada vez, Hina! Não consigo pensar direito, minha cabeça dói mais do que tudo nesse mundo.
- Certo, certo. O que você fez ontem?
- Eu saí pra dar uma volta, precisava pensar em umas... coisas. Acabei entrando num bar aí e, você sabe como é, música envolvente, lugar aconchegante, bebida de qualidade, pessoas atraentes...
Sim, eu quase tive um treco. Pessoas atraentes?
- Você passou da conta na bebida em um lugar que nem conhece direito! E sozinho!
- Calma, mãe, eu já sou bem grandinho.
Desliguei o telefone na cara dele. Odeio quando ele fala assim. Sei que às vezes me preocupo muito, demais até, mas se ele soubesse o quanto eu fico desesperada sem notícias dele, ele não diria essas coisas. Mas, claro, ele não sabe. Menos de um minuto depois o telefone toca, tirei do gancho e coloquei no ouvido, mas não disse nada; sabia que era ele.
- Desculpa. Eu sou um baka mesmo. Você é talvez a única que se preocupa de verdade comigo e eu fico debochando. Não sei o que te faz ainda querer me ajudar.
O AMOR QUE EU SINTO POR VOCÊ, SEU DEMENTE! Tive vontade de gritar ali no telefone, mas, novamente, fui covarde e não o fiz.
- Deixa isso pra lá. – devolvi, com a voz mais triste que pude fazer.
- Ah, não! Você ficou triste comigo! Eu te decepcionei, e de novo! Eu sou um idiota, baka, desgraçado, um alguém sem importância que não merece sua preocupação! Ai, minha cabeça...!
- Concordo com boa parte dos “elogios” que você fez a si mesmo, mas isso não interessa. Eu já tô acostumada com isso, sabe. – cortei, e confesso que doeu até em mim.
- Eu desisto. Você consegue me deixar no chinelo quando e onde quer.
Sério? Nem percebi.
- Pára de falar besteiras. E então, não vem mesmo?
- Não, não vou. – a tristeza me preencheu por completo – Vou ficar em casa, me entupindo de besteiras e assistindo televisão até cansar de ficar deitado no sofá e ir deitar na cama.
- Nossa, me parece muito interessante.
- Você não devia tá trabalhando? A gente já tá há um tempão pendurado no telefone, se a Sakura te vê, não quero nem imaginar.
- Não tô nem aí pra ela. Ela que se f...
- Ei! Olha o jeito que você fala dela! Você sabe que eu não gosto que falem mal dela!
Entendem o porquê de eu a odiar? O homem dos meus sonhos é louco por ela, que é mais bonita, mais sensual, mais inteligente, mais rica, mais superior, mais tudo do que eu. Eu mereço...
- Tá, tá, tinha esquecido que você a idolatra.
- Não comece a falar assim, você sabe por que eu sou assim com ela... Você é a única que sabe, inclusive.
- Sim, Naruto, eu sei. – falei, mudando minha voz para um tom frio – Olha, o Gaara acabou de chegar aqui, tenho que desligar.
- Você não case de me trocar por esse cara? Caramba, sempre ele, sempre ele. Tá, tá, tu deixo você desligar.
- Até mais, Naruto, e vê se melhora.
- Até, beijos.
Na verdade, o Gaara não tinha chegado, pelo menos eu achava que não, usei isso como desculpa para desligar, não estava nem um pouco a fim de ouvir ele falando das qualidades de sua rosadinha. Tive um leve sobressalto quando olhei para a porta e vi o ruivo me observando, com um sorriso maroto.
- Esse cara não te merece, Hina.
- Eu sei que não, mas fazer o quê, né? A gente não manda no coração.
- É, eu que o diga. – ele sentou na cadeira em frente a minha mesa – Por que ele não veio mesmo?
- Saquês a mais.
- Como eu imaginei.
- Como assim? Você o viu ontem?
- Quem você acha que o levou pra casa? Ele mal conseguia encontra o copo em cima da mesa, imagina então chegar em casa inteiro.
- Ai, Gaara, obrigada por ter feito isso! Você não sabe o quanto eu fiquei preocupada com ele ontem à noite, e principalmente agora que ele me disse que tinha bebido demais.
- Só fiz isso por você, se não teria deixado ele mofando lá mesmo. Não gosto do jeito dele, sinceramente não sei o que você viu naquele cabeça-oca.
- Não comece de novo, Gaara! E você, como consegue gostar daquela... da Sakura!
- Shiiiiii! Fala baixo! – sussurrou ele de volta – Fica quieta, sua louca! Imagina se ela ouve?
- Aí pelo menos você sai desse chove-não-molha!
Ele levantou da cadeira e foi até a janela, olhar pra fora.
- Ela nunca olharia pra alguém como eu.
- Não diz besteiras! Você é lindo, qualquer mulher daria tudo pra ficar com você!
- Menos ela. Olha, vou deixar você trabalhar e vou fazer minhas coisas também. Até.
- Até, Gaara.
Ele saiu meio cabisbaixo da minha sala; sempre que falamos dela ele fica assim.
Eu amo o Naruto que ama a Sakura que é amada pelo Gaara e odiada por mim. Acho que minha vida toda gira em torno dessa mulher.
Bem, depois do trabalho passei em uma cafeteria e comprei um café forte e corri pro apartamento do Naruto. Bati na porta, mas como ninguém respondeu, girei a maçaneta e a porta estava aberta. Fui entrando devagar, chamando pelo nome dele, pra avisar que estava ali, mas não obtive resposta. Quando cheguei à sala, lá estava o loiro, deitado no sofá, largado literalmente, sem camisa. Parecia um anjinho dormindo. O observei um tempinho, perdida em devaneios, mas resolvi acordá-lo logo. Era capaz de fazer alguma coisa... da qual me arrependesse depois.
- Ei, rapazinho, acorda. – disse eu, meigamente, encostando de leve no braço dele – Tá na hora, dorminhoco.
- Não, mãe, eu não quero ir pra aula hoje, tô com dor de cabeça. – balbuciou ele, virando o rosto pro outro lado.
- Acorda, Naruto! – chamei.
- Hã? O quê? Onde é o incêndio? – assustou-se ele.
Eu caí na gargalhada. Quando me viu ali, ele corou e passou a mão nos cabelos, sem graça.
- Ah, é você, Hina. Que susto você me deu.
- Desculpa, mas é que você parece mais uma pedra dormindo! E além do mais, eu já disse que não sou sua mãe!
- Não me diz que eu te chamei de mãe de novo!
- Tá bom, eu não digo.
Nos olhamos e começamos a rir. Eu precisava ver aquele sorriso, aquele jeito bobo dele. Meu Deus, eu precisava dele.
- Vamos, levanta daí, vai tomar um banho e depois vem tomar esse café que comprei pra você.
- Ah, não, Hina, tô tão bem aqui! – ele se deitou no sofá de novo.
- Anda, Naruto, levanta! Você deve ter ficado o dia todo aí! – me levantei do sofá e já ia saindo, ia à cozinha, quando ele me segurou pelo braço. Foi como se uma corrente elétrica percorresse meu corpo.
Olhei pra ele, esperando que dissesse alguma coisa, mas ele ficou apenas me observando. Aquilo começou a me incomodar, era como se suas íris azuis pudessem enxergar minha alma, meus pensamentos. Minha respiração começou a ficar difícil, meu coração acelerou, mas ele quebrou o gelo.
- Obrigado, Hina. Não sei como te agradecer tudo o que você sempre faz por mim.
Não consegui responder logo. Ainda estava sob o efeito do toque dele.
- Ah, Na-Naruto, não precisa agradecer. É pra isso que servem os amigos. – não acreditei que tinha dito isso.
- Você é mais do que uma amiga pra mim, Hina.
Silêncio constrangedor, quase palpável.
- Pára de me enrolar, vai tomar banho, anda. – me soltei da mão dele e virei as costas, indo para a cozinha.
- Ai, ai, tá bom, você não alivia mesmo, né? – ele retomou seu jeito brincalhão de sempre. Levantou, me dei um beijo na bochecha e foi para o banheiro.
Precisei de dois copos d’água e alguns minutos de reflexão para assimilar o que tinha acontecido. Mais do que amiga? O que eu sou então? Ele nunca me vira como mais do que uma irmãzinha caçula, por que isso agora?
Ele saiu do banheiro, se arrumou e voltou pra sala. Tomou o café que comprei e sentamos os dois pra jantar uma comidinha que inventei de fazer enquanto ele estava no banho. Ele agia normalmente e eu tentava fazer o mesmo; não tocamos no assunto que tanto me intrigava.
- Então tá, eu já vou indo, tá tarde. – disse, já à porta, quando me virei pra me despedir – Vê se vai trabalhar amanhã, viu?
- Ah, tá, tá, você não me deixa esquecer, né?
Sorri.
- Boa noite, se cuida.
- Boa noite, Hina. Durma com os anjos. – ele me deu um beijo na bochecha, lento, bem macio. Me arrepiei por inteiro.
Saí do apartamento dele com a cabeça a mil. Quando cheguei em casa, fui pra baixo do chuveiro e fiquei um pouco lá, refletindo. Será que ele tinha me notado? Achava impossível. Eu estava só imaginando coisas.



Continua ;)


Capítulos de [Naruto] Fica comigo

[24/09/08] Imaginando coisas

[27/09/08] Atitudes estranhas

[27/10/08] Estamos... presas?


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